quinta-feira, maio 04, 2006

Operações 2006

Cruz Vermelha

A operação Cruz Vermelha foi desencadeada no dia 11 de janeiro e teve como objetivo a apreensão de documentos que comprovassem a prática de crimes tributários, financeiros e de lavagem de dinheiro por parte de empresas da área de saúde em Pernambuco. Foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em empresas investigadas, nas residências de seus responsáveis e contadores.

Decadência Total

A Polícia Federal, com o apoio de auditores do INSS e do Ministério Público Federal, desencadeou na manhã do dia 20 de janeiro a Operação Decadência Total. O objetivo era investigar denúncias de irregularidades na concessão de certidões negativas de débito por funcionários da Previdência Social na cidade de Ponta Grossa. Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão, sendo um deles na sede da Previdência, outro nas dependências de uma imobiliária, e os outros quatro em residências de pessoas envolvidas. Todos os integrantes da quadrilha foram indiciados pela prática dos crimes de estelionato, corrupção ativa, corrupção passiva e formação de quadrilha.

Coqueiro

A Operação Coqueiro foi realizada no dia 26 de janeiro e prendeu 8 pessoas envolvidas em uma quadrilha de tráfico internacional de drogas. O grupo atuava principalmente no litoral do Rio Grande do Sul. A cocaína vendida pelos criminosos vinha principalmente do Paraguai e da Bolívia.

Araripe

Realizada no dia 26 de janeiro, a Operação Araripe teve como objetivo combater o comércio ilegal de fósseis. Foram apreendidas cerca de duas toneladas de fósseis, o que corresponde a quase 1000 unidades, que eram comercializados no Mercado Modelo, localizado no Bairro do Comércio em Salvador, e em um depósito adjacente. Foram indiciados 20 comerciantes que responderão pelo crime de receptação qualificada, com penas previstas de até oito anos de prisão.

Operação 3x1

A Operação 3x1 desarticulou no dia 6 de fevereiro uma quadrilha de estelionatários especializada na aplicação do chamado golpe do “três por um”, aplicado em praticamente todas as unidades da federação, principalmente Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Mato Grosso, Bahia e Distrito Federal. A ação mobilizou 50 policiais federais da Superintendência da PF no Distrito Federal e foi deflagrada simultaneamente em Brasília, Uberlândia e São Paulo. As investigações mostraram que a quadrilha atuava há mais de sete anos e que seus golpes teriam rendido ao bando mais de R$ 2 milhões ao longo deste período.

Cegonha

A Polícia Federal desencadeou no dia 9 de fevereiro a Operação Cegonha para prender uma quadrilha especializada em imigração ilegal de crianças para os Estados Unidos. Noventa e dois policiais cumpriram 17 mandados de prisão e 8 de busca no Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Ceará, Tocantins, Maranhão e Pará. As investigações, iniciadas em outubro de 2005, apuraram que desde 2004 foram enviadas para os Estados Unidos mais de cem pessoas, na maioria crianças e adolescentes. A quadrilha falsificava diversos documentos, inclusive certidões de nascimento, para criar vínculo de crianças com pessoas chamadas de “cegonhas”, que eram encarregadas de levá-las para os Estados Unidos e serem entregues a pretensos familiares que residem ilegalmente naquele país.

Carbono

A Polícia Federal, com apoio do Ministério Público Federal e da Receita Federal, realizou no dia 10 de fevereiro a Operação Carbono para combater o contrabando de pedras preciosas, principalmente diamantes, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, evasão de divisas e outros crimes relacionados. Durante cerca de um ano e meio foi investigado um esquema de comércio clandestino de diamantes, articulado por empresários do ramo e com o auxílio de contadores, doleiros e servidores públicos do DNPM – Departamento Nacional de Produção Mineral. A ação contou com a participação de 255 policiais federais e 50 auditores da Receita Federal.

Scan

A Operação Scan aconteceu no dia 14 de fevereiro e prendeu 55 integrantes de uma quadrilha especializada em desviar dinheiro de contas bancárias através de transferências e pagamentos realizados pela Internet. Ao todo 330 policiais realizam mandados de prisão e de busca e apreensão nos estados da Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Pernambuco, Bahia, São Paulo e Paraná. As investigações iniciaram em maio de 2005, e estima-se que o grupo tenha desviado mais de 10 milhões de reais.

Azahar

A Operação Azahar foi realizada pela Polícia Federal no dia 22 de fevereiro para combater uma rede mundial de veiculação e distribuição de pornografia infantil pela Internet.. Foram cumpridos 30 mandados de busca e apreensão em 11 estados (São Paulo, Rio de Janeiro, Pará, Sergipe, Paraíba, Bahia, Espírito Santo, Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Minas Gerais). Foram apreendidos diversos computadores, drives, HDs, fitas VHS e disquetes que comprovariam o crime previsto no artigo 241 do Estatuto da Criança e do Adolescente (produção ou divulgação fotográfica e similares, utilizando-se de crianças ou adolescentes em cenas pornográficas de sexo explícito ou vexatória). A operação aconteceu simultaneamente em 20 países e foi coordenada pela Polícia da Espanha.

Xeque-mate

A Polícia Federal desencadeou a Operação Xeque-mate no dia 23 de fevereiro para desarticular uma quadrilha de traficantes de drogas que movimentou, no último ano, mais de R$ 1,5 milhão com a distribuição, no Sul Fluminense, de cerca de 60 quilos de cocaína que eram enviados de São Paulo por integrantes do PCC.

Mar Egeu

A Operação Mar Egeu foi deflagrada pela Polícia Federal na madrugada do dia 7 de março no Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e Santa Catarina, e teve como objetivo desarticular uma quadrilha especializada na emigração ilegal de mulheres e crianças para os Estados Unidos. Cento e sessenta e um policiais participaram da operação, que resultou na prisão de três pessoas e no cumprimento de 44 mandados de busca e apreensão.

Esfinge

A Polícia Federal realizou no dia 9 de fevereiro a Operação Esfinge para desmantelar uma organização criminosa sediada no Espírito Santo. As investigações, iniciadas em março de 2005, foram motivadas por procedimento fiscal da Receita Federal que apurou irregularidades nas importações realizadas pela organização composta por mais de 300 empresas de diferentes segmentos, tais como combustíveis, importação e exportação, mineração, agropecuária e construção civil. Foram 19 pessoas presas, sendo 12 no Espírito Santo, duas na Bahia, uma no Rio de Janeiro, uma no Mato Grosso do Sul, uma em Pernambuco e duas em São Paulo. Durante os trabalhos investigativos, policiais constataram subfaturamento de mercadorias, práticas reiteradas de descaminho, lavagem de dinheiro, dentre outros crimes. Em seis meses de funcionamento o grupo importou cerca de U$ 14.000.000,00 (quatorze milhões de dólares) utilizando-se desses meios fraudulentos.

Safári

A Polícia Federal, em conjunto com a Receita Federal, iniciou nesta sexta-feira, 10, a operação Safári, em conjunto com a Receita Federal, para desarticular a maior quadrilha de contrabandistas de produtos finos que serviam a alta sociedade de Brasília. O esquema criminoso envolvia servidores de embaixadas com imunidade diplomática, servidores do Ministério das Relações Exteriores e uma das maiores empresas de produtos importados do país, além de quatro contrabandistas. Operando na capital da República há pelo menos três anos, a polícia suspeita que o grupo contrabandeou mais de três milhões de reais em uísque, perfumes caros e outros produtos importados.

Cassinos II

A operação Cassinos II foi deflagrada na madrugada do dia 14 de março para cumprir 17 mandados de busca e apreensão em casas de bingo e depósitos localizados na cidade de Belém. Cerca de 100 policiais apreenderam mais de 500 máquinas caça-níqueis. Duas pessoas foram presas em flagrante por porte ilegal de armas.

Balaústre

A operação Balaústre prendeu no dia 15 de março oito integrantes de uma quadrilha que conseguia empréstimos irregulares usando dados de beneficiários da Previdência Social. Cerca de 40 policiais participam da ação. Segundo investigações da Delegacia de Repressão a Crimes Previdenciários no Pará, os fraudadores obtinham dados de aposentados junto a empresas de energia elétrica e de telefonia. Com as informações, os acusados falsificavam documentos e conseguiam empréstimos em nome das vítimas nos bancos. Os valores eram então transferidos para contas de "laranjas", que depois de receberem uma pequena parcela, repassavam o dinheiro para os fraudadores.

Doublê

Mais de 300 policiais participaram no dia 15 de março da Operação Doublé, que desarticulou uma quadrilha especializada em crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. O grupo agia principalmente por meio da “clonagem” de cartões, lesando usuários de órgãos como a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e outras instituições bancárias. As investigações tiveram início em novembro de 2005 e apontaram que a quadrilha agia nos estados do Ceará, Goiás, Rio de Janeiro e São Paulo.

Cidade Baixa

A Polícia Federal, em conjunto com a Receita Federal, realizou no dia 21 de março a Operação Cidade Baixa para prender quatro contadores integrantes de uma quadrilha que anulava irregularmente dívidas de empresas com o Fisco. Estima-se que a fraude tenha causado um prejuízo de 100 milhões em exclusões e suspensões de dívidas e emissões de certidões negativas de débitos.

Tarantela

Desencadeada no dia 21 de março, a Operação Tarantela prendeu integrantes de uma organização criminosa especializada no tráfico internacional de seres humanos com o fim de exploração sexual. Os criminosos atuavam em Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Minas Gerais aliciando e remetendo travestis para a Itália.

Suíça

A Superintendência Regional da Polícia Federal em São Paulo realizou no dia 21 de março a Operação Suíça para investigar irregularidades nas transações do escritório de representação do Banco Credit Suisse (ER Credit Suisse) na capital paulista. Foram apreendidos diversos documentos, microcomputadores portáteis e discos rígidos de computadores para comprovar crimes como evasão de divisas, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

Urutau

A Polícia Federal e Receita Federal do Paraná e Santa Catarina deflagraram no dia 22 de março a Operação Urutau para desbaratar uma quadrilha especializada no descaminho de mercadorias de informática, além de sonegação fiscal. Aproximadamente 100 policiais federais, além de 30 auditores e fiscais da Receita, cumpriram mandados de prisão e de busca e apreensão em residências e empresas de informática, casas de câmbio e factoring, locais onde o dinheiro do contrabando era lavado após vendas via Internet.

Dissolve

A Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público Estadual de Limeira, a Procuradoria da República em Piracicaba e a Secretaria Estadual da Fazenda do Estado de São Paulo, realizou no dia 23 de março a Operação Dissolve, para desmantelar um organizado esquema de adulteração de combustíveis, que operava nos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso. A quadrilha possuía estrutura para adulterar um milhão de litros de combustível por dia, gerando prejuízo diário para 25 mil consumidores.

Tarô

A Polícia Federal, em conjunto com a Polícia Judiciária Suíça, deflagrou no dia 28 de março a Operação Tarô para desarticular uma organização criminosa internacional que praticava o tráfico de mulheres para fins de exploração sexual. As investigações, que iniciaram em 2005, descobriram que o grupo era liderado por um suíço, que por intermédio de aliciadores, recrutava mulheres brasileiras em Belo Horizonte e Região Metropolitana, enviando-as para prostituição em Zurique, Suíça.

Paralelo 251

A Operação Paralelo 251 prendeu no dia 4 de abril integrantes de uma quadrilha que comandava um esquema de corrupção dentro da Delegacia Regional do Trabalho do Rio de Janeiro. A ação foi desenvolvida com apoio do Ministério do Trabalho e do Ministério Público Federal, e foi resultado de uma investigação que durou mais de três anos. A organização criminosa, composta por auditores fiscais do trabalho e servidores administrativos do órgão, oferecia vários "serviços" em troca do recebimento de vantagens pecuniárias indevidas.

Cerrado

Desencadeada no dia 6 de abril, a Operação Cerrado prendeu sete pessoas envolvidas com o transporte ilegal de carvão e madeira através da utilização de identidades falsas e venda de Autorizações de Transporte de Produto Florestal (ATPF) falsificadas. Entre os presos estavam um funcionário da ativa do Posto do IBAMA e uma funcionária demitida do IBAMA de Barreiras, além de empresários e despachantes.

Calouro

A Polícia Federal, com apoio da Universidade Federal do Maranhão, realizou no dia 9 de abril a Operação Calouro e prendeu 12 pessoas que tentavam fraudar o vestibular da UFMA. “Pilotos” respondiam as provas e posteriormente os gabaritos eram repassados aos compradores pelos organizadores da fraude. Os gabaritos custavam por volta de R$ 30 mil a R$ 70 mil.

Galiléia

A Operação Galiléia foi desencadeada pela Polícia Federal no dia 28 de abril com apoio da Controladoria Geral da União (CGU) e respaldo do Ministério Público Federal. Foram presas 18 pessoas envolvidas com fraudes em processos licitatórios e no faturamento da Companhia Docas do Pará. Mais de 240 policiais participaram da ação.

Caloria

Desencadeada no dia 26 de abril, a Operação Caloria prendeu dez pessoas que faziam parte de um grupo de profissionais da área de saúde que produziam e distribuíam ilegalmente medicamentos para emagrecer. Foram apreendidas receitas, computadores, cápsulas e frascos de medicamento.



Não está contabilizada a operação de hoje chamada "Sanguessuga" que desarticulou uma quadrilha de fraudadores de licitações de compras de UTI móveis, que prendeu mais de 40 pessoas, dentre elas, ex-deputados federais e seus acessores.

Fonte: Polícia Federal